Diálogo real e imaginário

Quantas e quantas vezes eu preciso dizer que não entendo você? Anda, vai. Me explica! Ah, claro, você não quer dizer nada. Mas eu quero entender. Eu preciso. Eu tenho direito. Ou você acha que pode agir assim? Assim, como? Assim…aparecer e desaparecer. Dizer que quer, depois não quer mais. Perguntar com quem eu estava num sábado à noite, se eu havia te chamado para sair e você recusou. Por que tem importância para você se você não quer nada comigo? Não, eu não fiquei com ninguém. Mas também não interessa! Deixa de ser burro, eu queria ter ficado com você, eu não disse isso ontem? Ah, então não acredita! Pense o que quiser! Vou apagar seu número para não ter trabalho de te convidar e você recusar. Pára de repetir o seu número! Eu não vou decorar. Chega! Como assim, chega de que? De você! Por acaso eu disse que não gosto de você? Eu disse que não te quero mais? De onde você tirou isso? Você entende tudo errado! Eu que não me faço entender? Você que não sabe interpretar! Melhor mudarmos de assunto. Caipirinha de morango? Tudo bem, desde que tenha crepe depois. Não, não. Deixa que eu te pego aí. Ah, porque gosto quando você dirige meu carro. Eu? Se eu sou figura você é o que? Teve almoço de família, é? A sua prima foi? Deixa pra lá. Não, eu não conheço prima nenhuma. Esquece. Sim, já estou me arrumando. Qual? Tropa de elite? Nem assisti. Você quer discutir segurança pública comigo? Você é doido de me convidar para assistir na sua casa. Porque eu sou ainda mais doida e sou capaz de ir. Ainda vou escrever sobre você. Lá no Mulé Burra

(Pausa para o trajeto)

Encontro. Beijo. Mesa de Bar.

(…)

O mundo inteiro acordar, e a gente dormir.

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Giseli Rodrigues

Mãe do Lucas. Escritora. Professora. Revisora. Especialista em Letras, Recursos Humanos e Gestão Empresarial. Estudante de Psicologia. Chocólatra. Flamenguista. Pintora nas horas vagas. Bem-humorada. Feliz.

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